Archive | maio, 2009

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Google pode perder (mesmo) a marca Android?

Posted on 27 maio 2009 by Rudinei Modezejewski

Muitos tem apenas reproduzido o que saiu na imprensa, dizendo que o Google pode perder a marca Android por conta de um processo anterior da empresa Android Data, particularmente, eu nunca acreditei que isso poderia acontecer, e agora escrevo este post para justificar minha opinião:

1 – Todo o “business” do Google é baseado em marcas, patentes, softwares, etc… ou seja, o grande ativo da empresa é intangível, considerando isso, será que eles correriam um risco enorme sem avaliar as possibilidades?

2 – Considerando o tamanho da empresa, certamente ela está cercada de centenas de advogados especializados na proteção do principal ativo dela, ou seja, Propriedade Intelectual, assim, certamente eles não querem perder o cliente, então é fácil deduzir que os riscos foram cuidadosamente avaliados e apresentados à direção da empresa, com todas as alternativas para solucionar o problema, certo?

3 – As notícias mais recentes já cogitam uma alternativa, que eu imagino que tenha sido a opção da direção do Google, provar que a empresa Android Data está desativada desde 2004.

Mas o que eu quero dizer com isso?

- É comum pessoas (jornalistas, concorrentes, advogados, etc… ) criticarem um procedimento adotado sem conhecer o contexto em que a decisão foi tomada, nossa empresa toma o cuidado de não afirmar que houve um erro de um concorrente a não ser que ele seja evidente e mesmo assim, o citamos como uma possibilidade, pois já vi casos em que um procedimento errado foi adotato à pedido do cliente, para atender uma necessidade dele em outro órgão (no caso, foi uma patente absurda, solicitada para atender uma licitação).

- Algumas vezes também tomamos nossas decisões de risco, sempre alertando o cliente de eventuais consequências, certamente algum dia elas serão interpretadas como erros e no momento certo, serão esclarecidas, são “ossos do ofício”!

- Não subestimem as grandes corporações, elas erram, claro… mas a chance disso acontecer é muito menor do que em pequenas empresas, afinal, estão cercados de especialistas e consultores por todos os lados.

Fiquem com dois  posts interessantes sobre o caso Android (leia até o fim):

http://news.pcguia.xl.pt/noticia/23735.shtml

http://www.geek.com.br/blogs/832697632/posts/9890-google-acusado-de-violar-marca-registrada-com-o-android

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Sadia + Perdigão = Brasil Foods … e agora?

Posted on 23 maio 2009 by Rudinei Modezejewski

O tema da fusão entre Sadia e Perdigão parece esgotado, tudo já se falou sobre o CADE, os efeitos no mercado interno e externo, empregos, um pouco de tudo… mas ninguém se aprofundou sobre a questão da MARCA, então, vou aproveitar que a nova marca foi apresentada como nova patrocidadora do Corinthians (então agora podemos ver o logotipo) e comentar um pouco.

O colunista do Terra, Paulo Nassar, comentou que marcas nascem e morrem, etc.. e mostrou a “cara” da nova marca (confira aqui o post dele).

Cheguei a debater sobre a marca nova num dos grupos de discussão que participo, de marketing  jurídico e lá comentei que Brasil Foods (ou Brazil Foods) seria uma marca tecnicamente fraca, pois é composta de termos de uso comum no segmento, Brasil (em todos segmentos) e Foods (no segmento de alimentação) o que não quer dizer necessariamente uma coisa ruim, afinal, tem muita marca fraca que virou sucesso, posso citar duas:

- Água de Cheiro – é expressão de uso comum no segmento de perfumaria, mesmo assim é uma franquia de sucesso;

- BIG Shop (ou BIG Shopping) – composto de palavras de uso comum o supermercado do Wall Mart (ex-Sonae) é um gigante em vendas.

Mas com a imagem publicada no site do Terra, que reproduzo abaixo, surge um novo problema, veja a imagem e depois eu comento:

O problema é o seguinte: a expressão “BR” isoladamente é considerada Marca de Alto Renome pelo INPI e pertence à PETROBRÁS, é sabido que o Governo Federal apóia a criação de grandes empresas nacionais (o caso da compra da Brasil Telecom pela Oi foi emblemático), gostaria de ver como eles vão contornar esse impecilho legal.

Mas, enfim, a marca BRF está ai… que seja um sucesso e crie milhares de empregos.

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