Sadia + Perdigão = Brasil Foods … e agora?
O tema da fusão entre Sadia e Perdigão parece esgotado, tudo já se falou sobre o CADE, os efeitos no mercado interno e externo, empregos, um pouco de tudo… mas ninguém se aprofundou sobre a questão da MARCA, então, vou aproveitar que a nova marca foi apresentada como nova patrocidadora do Corinthians (então agora podemos ver o logotipo) e comentar um pouco.
O colunista do Terra, Paulo Nassar, comentou que marcas nascem e morrem, etc.. e mostrou a “cara” da nova marca (confira aqui o post dele).
Cheguei a debater sobre a marca nova num dos grupos de discussão que participo, de marketing jurídico e lá comentei que Brasil Foods (ou Brazil Foods) seria uma marca tecnicamente fraca, pois é composta de termos de uso comum no segmento, Brasil (em todos segmentos) e Foods (no segmento de alimentação) o que não quer dizer necessariamente uma coisa ruim, afinal, tem muita marca fraca que virou sucesso, posso citar duas:
- Água de Cheiro - é expressão de uso comum no segmento de perfumaria, mesmo assim é uma franquia de sucesso;
- BIG Shop (ou BIG Shopping) - composto de palavras de uso comum o supermercado do Wall Mart (ex-Sonae) é um gigante em vendas.
Mas com a imagem publicada no site do Terra, que reproduzo abaixo, surge um novo problema, veja a imagem e depois eu comento:

O problema é o seguinte: a expressão “BR” isoladamente é considerada Marca de Alto Renome pelo INPI e pertence à PETROBRÁS, é sabido que o Governo Federal apóia a criação de grandes empresas nacionais (o caso da compra da Brasil Telecom pela Oi foi emblemático), gostaria de ver como eles vão contornar esse impecilho legal.
Mas, enfim, a marca BRF está ai… que seja um sucesso e crie milhares de empregos.
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