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Embalagem com design inovador pode ser MARCA TRIDIMENSIONAL

Posted on 18 agosto 2011 by Rudinei Modezejewski

Garrafa Contour da Coca-Cola

Clique na imagem para conhecer mais sobre a mais famosa embalagen da Coca-Cola

Estava revendo os posts mais lidos do blog e um deles me chamou a atenção, seu título é EMBALAGEM É DESENHO INDUSTRIAL, NÃO É MARCA!!! no texto eu lembro que muitas empresas tentaram proteger suas embalagens como marca para ter uma proteção por mais tempo visto que o Desenho Industrial vale por – no máximo – 25 anos enquanto a marca pode ser eterna, basta renovar o registro a cada 10 anos.

O INPI indeferiu centenas de processos com base nesse argumento:

Art. 124 – Não são registráveis como marca:

XXI – a forma necessária, comum ou vulgar do produto ou de acondicionamento, ou, ainda, aquela que não possa ser dissociada de efeito técnico;

Tanto tempo depois, queria complementar a informação, não corrigí-la, apenas complementar:

O que não pode ser registrado como marca é a embalagem COMUM, aquela que não tem características visuais relevantes, únicas.

Difícil de entender, né?

Então vou mencionar uma embalagem que poderia ser registrada como MARCA TRIDIMENSIONAL: a garrafa contour da Coca-Cola.

Ficou mais claro? Ok, então vamos trabalhar, né?

Até a próxima.

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Qual o tamanho ideal de uma marca?

Posted on 06 junho 2011 by Rudinei Modezejewski

Hoje estava fazendo algumas pesquisas (buscas) e ocorreu-me que nunca tinha pensado e muito menos escrito sobre o TAMANHO de uma marca. O custo de registro e procedimentos são iguais para marcas com 1 ou 200 letras (ou mais), porém, pensando analiticamente, há sim um tamanho ideal.

Uma marca é uma palavra, como qualquer palavra, pode ter um prefixo, sufixo ou radical, dependendo da origem, veja por exemplo as marcas para remédios contra CEFALÉIA (dor de cabeça):

  • CEFAlex
  • CEFAmox
  • CEFAlium
  • CEFAplus
  • CEFAcaps
  • CEFAlol
  • CEFAnol
  • CEFAdor
  • CEFAlina

E muitos outros…

Notaram que o prefixo se repete? São 4 letras.

Ainda usando os medicamentos como exemplo (só porque foi mais fácil de lembrar prefixos e sufixos) pesquisei o sufixo “LINA” e encontrei 571 processos, entre eles:

  • amygdaLINA
  • creoLINA
  • estomaLINA

Essas condições de prefixo, sufixo e radical repetidos pode ocorrer em qualquer seguimento, pense em marcas com “TRIX”  – pesquisei no INPI e o sistema localizou 903 processos com esse radical.

Os piores (que causam maiores problemas e possibilidade de indeferimento) são os que tem 3 letras (ou menos), por exemplo: AXI, OXI, EX.

Então podemos concluir que EM GERAL, radicais, sufixos e prefixos tem até 4 letras. Desta forma, podemos concluir que o número mínimo de letras para uma boa marca (com menor risco de problemas) é de 5 letras, mas qual é o máximo?

Bom, se você pensar que as palavras tem – na maioria – entre 6 e 11 letras, podemos ter uma média de 8,5 – que pode ser arredondada para 9 .

Claro que não fizemos (ainda) um estudo científico, mas podemos supor que o tamanho ideal de uma marca seja, portanto, entre 5 e 9 letras e, no caso de marcas compostas por 2 palavras, um máximo de 18 letras no somatório.

Vamos acompanhar com mais atenção a movimentação do INPI, aprofundar este estudo e, quando houver uma base científica, compartilhar, por hora a dica é simples: o tamanho ideal para uma marca é entre 5 e 9 letras por palavra, com um máximo de 2 palavras (mas o ideal é ter apenas 1 palavra!).

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Logotipo não é “deseinho”!

Posted on 02 junho 2011 by Rudinei Modezejewski

Alguns chamam de marca, logomarca ou logotipo, há até um “caloroso” debate entre os designers sobre a validade do termo logomarca, mas o que importa neste artigo é o conceito mais simples:

Logotipo (ou logomarca) é uma representação GRÁFICA  e VISUAL do nome de uma empresa, produto ou serviço.

O logotipo não precisa, obrigatoriamente, ter algum desenho, imagem ou personagem, pode ser apenas um tipo de letra diferente (chamado de “lettering”), veja alguns exemplos:

 

 

 

Mas é claro que os logotipos podem contar imagens, desenhos, até personagens:

 

Alguns logotipos evoluem, mudam, incluem ou excluem imagens:

 

Então, quando você receber um orçamento nosso e nele constar que sua marca precisa de UM BOM LOGOTIPO, já sabe que não falamos de nenhum “deseinho”, personagem ou algo parecido, ele precisa de uma IDENTIDADE VISUAL que o diferencie, que o torne único e, muitas vezes, que viabilize o registro da marca.

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MARCA: se você não cuida, alguém pega!

Posted on 14 abril 2010 by Rudinei Modezejewski

O empreendedorismo do brasileiro é notável, do nada surgem empresas de sucesso, em todos os estados temos exemplos de empresas que, contrariando a lógica, nascem, crescem e se destacam em suas comunidades.

Ás vezes só em uma pequena cidade, outras vezes conquistando todo um estado, o país ou o mundo.

Esse é um grande mérito dos brasileiros, mas, tudo sempre tem um “outro lado”… ao mesmo tempo que criam empresas, negócios, produtos, os brasileiros tem pouca ou nenhuma preocupação com a marca.

O que não  me parece lógico, pois na maioria dos casos, os produtos ou serviços podem ser feitos por outras empresas, com qualidade igual ou até maior, afinal, o que diferencia uma confecção de outra? O que difere uma cama de ferro da concorrente? Um sapato? E o arroz? Continue reading “MARCA: se você não cuida, alguém pega!” »

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Pirataria à la Carte

Posted on 14 abril 2010 by Rudinei Modezejewski

Todos os dias vemos no jornal ou na tevê notícias sobre apreensão de produtos pirateados, geralmente CD´s, Cigarros ou DVD´s e isso transforma a pirataria em uma coisa distante do nosso dia-a-dia e da nossa casa, afinal, não nos afeta  não é mesmo?

Mas e se a pirataria estivesse na nossa mesa? Que tal no café da manhã?

Vou contar um “case” do qual participei pessoalmente e que poderá dar uma nova perspectiva ao tema.

No final de 2002 fui ajudar na mudança de um parente e, entre as coisas para carregar encontrei uma embalagem de fermento com lay-out bem familiar mas o nome…. hummm “Jocelito”. Como bom “aficcionado” por marcas que sou, coloquei o tal fermento no bolso e, quando voltei para casa fui analisa-lo com cuidado.

Verifiquei que o mesmo era quase idêntico ao tradicionalíssimo “Fermento Royal”, cores, receita no verso, tudo copiado. Pesquisei para saber qual dos meus colegas cuidava dessa marca, descobri que era um escritório que já conhecia.

Fiz contato e eles me pediram para mandar os dados, fotos, etc… o que aconteceu depois não sei ao certo, mas imagino que eles entraram com processo contra o “pirata”, o que sei é que o produto saiu do mercado.

Mas há outro aspecto neste caso, no verso da lata havia a seguinte inscrição:

“Protocolo MS 19319/99″ liguei para a delegacia da ANVISA e perguntei se podia vender produto alimentício só com o protocolo na Agência, fui informado que não, somente com o REGISTRO era permitida a venda, então fui além… perguntei em que “fase” estava o protocolo deles… sabe o que a funcionaria do Ministério da Saúde me disse?

“Desculpe senhor, mas esse número não existe!”

Fiquei pensando: E se fosse veneno dentro do pote? Quem seria o responsável? A quem deveria recorrer? Ao pirata? À empresa que foi pirateada?

A pirataria é muito mais perversa quando envolve alimentos, neste caso poderia chamar de pirataria criminosa, mas existe a “pirataria branca” aquela que imita embalagens ou marcas com intenção de confundir o consumidor, mas não ameaça sua saúde.

Na minha opinião é o caso dos biscoitos “Negritto” que, me corrija se estiver errado: é uma imitação explícita da embalagem do “Negresco” não estou defendendo a Nabisco, mas sim a ética.

O pior é que não só as pequenas empresas fazem esses pequenos “plágios” afinal, quem não se lembra da embalagem de “Amido de Milho  Arisco” que era idêntica à da Maizena???

Conclusão? Bem, eu olho atentamente as embalagens antes de colocar um produto no carrinho, e você?

Artigo publicado no site:  Empreender para Todos

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